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CORRESPONDÊNCIA
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ADE-RJ Associação de Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro
Rua Idumé, 82, Brás de Pina, Sala 101
Rio de Janeiro — RJ
C.E.P.: 21215-300
Tel.: 21 3137-0425
Correio Eletrônico: ade-rj@ade-rj.org.br
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“Entregai-vos inteiramente à vulgarização desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. À obra, portanto, meus caros filhos!”
O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. V, n.º 20. Espírito François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. Paris, 1863.
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QUEM SOMOS, O QUE QUEREMOS E COMO AGIMOS
A Associação de Divulgadores do Espiritismo do Rio de Janeiro — ADE-RJ é uma organização religiosa, sem fins lucrativos, que visa à divulgação da Doutrina Espírita ou Espiritismo.
A ADE-RJ tem por objeto a difusão do Espiritismo de forma doutrinariamente qualificada, o que equivale a dizer em estrita fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec, admitida a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso.
A ADE-RJ tem por finalidade:
I — divulgar o Espiritismo a fim de o propagar à população em geral, fazendo-o em plena observância da Codificação Kardeciana, sem transigir com preceitos que constituam afronta a esta última, sejam inerentes a propostas místicas ou cientificistas;
II — pôr a descoberto nos seus veículos de comunicação qualquer obra ou proposta que, sob o falso título de “espírita”, “subsidiária”, “complementar”, etc., contrarie a Codificação Kardeciana, quanto a isso argumentando respeitosa, mas explicitamente, em favor da legítima identidade conceitual do Espiritismo (...)
Para inspirá-la à consecução de sua finalidade, a ADE-RJ adotará como referência a vida e a obra do jornalista, professor, escritor e filósofo José Herculano Pires (1914-1979), cuja memória homenageará todos os anos, em setembro, assim como a de Allan Kardec, em outubro.
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POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA ADE-RJ
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Não elaboramos complexos planos estratégicos de comunicação social, que mais teorizam do que realizam em benefício da divulgação do Espiritismo. Queremos ser simples como simples é a Doutrina Espírita quando observada em suas legítimas consignações. Isto não quer dizer que não tenhamos objetivos traçados e não calculemos os meios possíveis de os atingir, apenas que nada poderá ser feito em menosprezo à experiência de divulgação doutrinária do Codificador.
Entendemos que a política de comunicação social espírita deve ser eminentemente kardeciana, mesmo porque isto não lhe ocasiona nenhum atraso em relação às demandas atuais de divulgação do Espiritismo; ao contrário, é urgente que os procedimentos de Allan Kardec e sua valiosa experiência histórica, na propagação dos preceitos espíritas, sejam mais efetivamente utilizados pelos órgãos que se prestam a divulgar a Doutrina, necessitados menos de alteridade do que desta autoridade.
Como na ADE-RJ priorizamos antes de tudo o próprio Espiritismo, nos escritos do inolvidável mestre lionês é que fomos buscar as bases de nossa política de comunicação social espírita, que pode ser bem apreciada em muitos dizeres do Codificador. Por ilustração:
1 — Nossa Revista será uma tribuna na qual a discussão jamais deverá afastar-se das normas das mais estritas conveniências. Numa palavra, discutiremos, mas não disputaremos. As inconveniências de linguagem jamais foram boas razões aos olhos da gente sensata [...]. (Revista Espírita. Janeiro de 1858. Introdução.)
2 — [...] jamais daremos satisfação aos amantes de escândalos. Entretanto, há polêmica e polêmica. Há uma ante a qual jamais recuaremos — é a discussão séria dos princípios que professamos. [...] É isto o que chamamos polêmica útil, pois o será sempre que ocorrer entre gente séria, que se respeita bastante para não perder as conveniências. Podemos pensar de modo diverso sem diminuirmos a estima recíproca. (Revista Espírita. Novembro de 1858. Polêmica Espírita.)
3 — Se, na atualidade, compreender para crer se tornou uma necessidade para a inteligência, como beber e comer é uma necessidade para o estômago, é que Deus quer que o homem faça uso de sua inteligência: de outro modo não tê-la-ia dado. [...] O Espiritismo está destinado àqueles para os quais o alimento intelectual, que lhes é dado, não basta, e o número destas pessoas é tão grande que o tempo não sobra para nos ocuparmos com as outras. (Viagem Espírita em 1862. Discurso II.)
4 — É preciso que se saiba que o Espiritismo sério se faz patrono, com alegria e apressuramento, de toda obra realizada com critério, qualquer que seja o país de onde provém, mas que, igualmente, repudia todas as publicações excêntricas. Todos os espíritas que, de coração, vigiam para que a Doutrina não seja comprometida, devem, pois, sem hesitação, denunciá-las, tanto mais porque, se algumas delas são produtos da boa-fé, outras constituem trabalho dos próprios inimigos do Espiritismo, que visam desacreditá-lo e poder motivar acusações contra ele. Eis porque, repito, é necessário que saibamos distinguir aquilo que a Doutrina Espírita aceita daquilo que ela repudia. (Viagem Espírita em 1862. Instruções Particulares. VI.)
5 — É pela lógica que se deve combater e não pelas pessoas, injúrias e represálias. (Revista Espírita. Maio de 1863. Notícia Bibliográfica).
6 — O Espiritismo quer ser claro para todos e não deixar aos seus futuros seguidores nenhum motivo para discussão de palavras. Por isso todos os pontos suscetíveis de interpretação serão elucidados sucessivamente. (Revista Espírita. Junho de 1863. Do Princípio da Não-Retrogradação do Espírito.)
7 — Por grande, bela e justa que seja uma idéia, impossível é que desde o primeiro momento congregue todas as opiniões. Os conflitos que daí decorrem são conseqüência inevitável do movimento que se opera; eles são mesmo necessários para maior realce da verdade e convém se produzam desde logo, para que as idéias falsas prontamente sejam postas de lado. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução, item II.)
8 — [...] vede como se empenham em acusar o Espiritismo de todas as aberrações e de todas as excentricidades pelas quais não podia ser responsável. A doutrinação não é ambígua em nenhuma de suas partes; é clara, precisa, categórica nos mínimos detalhes; a ignorância e a má-fé só podem enganar-se sobre o que ela aprova ou condena. É, pois, um dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desautorizar abertamente, em seu nome, os abusos de todos os gêneros que pudessem comprometê-la, a fim de não lhes assumir a responsabilidade; pactuar com os abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos nossos adversários. (Revista Espírita. Junho de 1865. Nova Tática dos Adversários do Espiritismo.)
9 — Somos muito absoluto em nossas idéias? Somos um cabeça-dura com quem nada se pode fazer? Pois bem! Ah! Meu Deus! Cada um tem os seus pequenos defeitos; nós temos o de não pensar ora branco, ora preto; temos uma linha traçada e dela não nos desviamos para agradar a ninguém. É provável que sejamos assim até o fim. Falar dessas opiniões divergentes que, em definitivo, se reduzem a algumas individualidades, e em parte alguma fazem corpo não será talvez, perguntarão algumas pessoas, ligar a isto muita importância, amedrontar os adeptos fazendo-os crer em cisões mais profundas do que realmente o são? Não é, também, fornecer armas aos inimigos do Espiritismo? É precisamente para prevenir esses inconvenientes que disto falamos. Uma explicação clara e categórica, que reduz a questão ao seu justo valor, é bem mais própria a assegurar do que a espantar os adeptos. Eles sabem a que se ater e aí encontram ocasião dos argumentos para a réplica. (Revista Espírita. Abril de 1866. O Espiritismo Independente.)
10 — Coerente com seus princípios, o Espiritismo não se impõe a quem quer que seja; quer ser aceito livremente e por efeito de convicção. Expõe suas doutrinas e acolhe os que voluntariamente o procuram. Não cuida de afastar pessoa alguma das suas convicções religiosas; não se dirige aos que possuem uma fé e a quem essa fé basta; dirige-se aos que, insatisfeitos com o que se lhes dá, pedem alguma coisa melhor. (Obras Póstumas. Segunda Parte. Ligeira Resposta aos Detratores do Espiritismo.)
11 — Para assegurar-se, no futuro, a unidade, uma condição se faz indispensável: que todas as partes do conjunto da Doutrina sejam determinadas com precisão e clareza, sem que coisa alguma fique imprecisa. Para isso, procedemos de maneira que os nossos escritos não se prestem a interpretações contraditórias e cuidaremos de que assim aconteça sempre. [...] seitas poderão formar-se ao lado da Doutrina, seitas que não lhe adotem os princípios ou todos os princípios, porém não dentro da Doutrina, por efeito de interpretação dos textos. [...] Criamos a palavra Espiritismo, para atender às necessidades da causa; temos, pois, o direito de lhe determinar as aplicações e de definir as qualidades e as crenças do verdadeiro espírita. [...] Se a constituição tem por efeito diminuir momentaneamente o número aparente dos espíritas, terá, por outro lado, como conseqüência, dar mais força aos que caminharem de comum acordo para a realização do grande objetivo humanitário que o Espiritismo há de alcançar. Eles se conhecerão e se estenderão mutuamente as mãos, de um extremo a outro do mundo. (Obras Póstumas. Segunda Parte. Constituição do Espiritismo, itens II e X.)
A exemplo de Allan Kardec no princípio, a ADE-RJ tem a convicção de que também hoje a qualidade dos adeptos é mais importante do que a sua quantidade; que não devemos, os espíritas, cuidar dos satisfeitos com suas crenças, mas dar algo melhor aos que, insatisfeitos, desejarem-no.
Este objetivo, todavia, não será alcançado por um movimento distante da legítima identidade conceitual e histórica da Doutrina. Por isto, não cessaremos de nos empenhar no resgate de quanto nos reconduza à compreensão e a uma conseqüente incorporação desta identidade verdadeiramente espírita, que nunca oferecerá consolação senão pelas trilhas de efetivo esclarecimento, alicerçado, além de tudo, no mais absoluto desinteresse material e moral.
Maio de 2004
Maio de 2007 (ratificação)
A Diretoria.